Crédito imobiliário indexado pelo IPCA vale a pena? Tire suas dúvidas!

Crédito imobiliário indexado pelo IPCA - homem usando computador e calculadora

O crédito imobiliário indexado pelo IPCA só é vantajoso para alguns perfis de compradores. Foto: Freepik / Reprodução

A Caixa Econômica Federal (CEF) passou a oferecer o crédito imobiliário indexado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Por meio dele, o valor das parcelas será calculado através dele, que é medido todos os meses pelo IBGE.

No novo modelo de financiamento, em vez de pagar os juros com base na Taxa Referencial (TR), o financiamento imobiliário passa a ser regido pela variação do índice de Inflação.

Entretanto, essa nova forma de pagamento é vantajosa? A resposta é: depende. As diferenças entre um financiamento regido pela TR e pelo IPCA são várias. Dessa forma, é preciso analisar as condições para que o negócio seja fechado com certeza de estar fazendo um bom negócio.

Por isso, esclarecemos as principais dúvidas que possam surgir acerca do assunto para clarear a mente de quem está pensando em adquirir um imóvel. Confira!

 

Quais são as vantagens desse novo modelo de crédito?

A principal vantagem, de acordo com os termos publicados pela Caixa, é o percentual dos juros. A linha possui taxas que variam de 2,95% a 4,95% ao ano mais o IPCA. Atualmente, as taxas dos contratos indexados pela Taxa Referencial (TR) possuem juros que variam entre 8,30% e 9,95%.

Além disso, a redução no valor das parcelas é algo que merece destaque: de acordo com o banco, a nova forma de crédito possibilita queda de 35% no valor das prestações caso você opte pela taxa mais cara (4,95%).

Já para os contratos que forem assinados com a taxa mais baixa (2,95%), a queda pode chegar a 51%. Isso, claro, em comparação com os contratos são indexados pela TR.

Por fim, pelo fato de o risco do aumento dos juros ter sido repassado para o consumidor, a estimativa é que os valores mantenham-se baixos. Dessa forma, existe potencial diminuir os juros dos financiamentos.

 

E as desvantagens, quais são?

De acordo com o presidente da Caixa, a principal desvantagem do novo modelo de crédito criado pela Caixa é sua volatilidade, visto que o valor do IPCA é reajustado mensalmente. No caso do crédito indexado à TR, esse valor é reajustado uma vez por ano.

Entretanto, como forma de compensar essa variação, o valor máximo das parcelas passa a ser de, no máximo, 20% da renda bruta do contratante. No caso dos contratos fechados com base na TR, as parcelas podem chegar a 30% do rendimento do contratante. 

Além disso, o tempo de financiamento é menor nessa modalidade de crédito. No caso dos financiamentos que têm como base a TR, pode-se pagar o imóvel em até 35 anos na modalidade SAC, que consiste na amortização gradativa das parcelas do financiamento.

Já o novo modelo de crédito permite parcelamento de até 360 meses, equivalente a 30 anos, no mesmo sistema de financiamento.

Já na modalidade Price, que mantém o valor das prestações iguais até a quitação do financiamento, o prazo será de até 20 anos. 

 

Quando vale a pena aderir ao crédito imobiliário indexado ao IPCA?

Para os especialistas do mercado, esse novo modelo é vantajoso para quem tem garantia de renda, caso de quem trabalha com salário fixo. Além disso, quem tem ganhos corrigidos pela inflação também possui vantagens. 

Entretanto, quem tem renda variável por conta de um trabalho autônomo pode sentir a flutuação dos preços. Além disso, quem perde rendimentos quando a economia não anda bem também irá sentir a variação no preço das prestações. Nesses casos, talvez seja melhor recorrer ao outro modelo de financiamento.

 

O crédito imobiliário indexado ao IPCA é mais barato?

No momento, ele apresenta vantagem sobre o modelo de financiamento baseado na TR. Afinal, a inflação no momento está baixa. Entretanto, é preciso lembrar que, há três anos atrás, o valor estava alto. Portanto, é preciso analisar se você pode bancar os custos caso a inflação volte a crescer.

 

O financiamento com base na TR deixou de existir?

Não. O que muda é apenas a possibilidade de aderir a um dos modelos de financiamento. Portanto, ao invés de ter apenas uma forma de pagamento do seu financiamento, agora você conta com duas. 

Fica a cargo do contratante escolher a melhor opção para ele, com base nos termos apontados em cada um dos tipos de financiamento.


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2019-09-03T14:54:00+00:00